Rolar

Rolar

< Voltar

Uma pesquisa do MIT, nos Estados Unidos, mostrou uma relação direta do glifosato com o autismo. Vocês tem alguma pesquisa que mostre o contrário?

Responda

Olá. Tudo bem? O que aconteceu foi que começaram a circular informações erradas e confusas a partir de um estudo publicado pela Dra. Stephanie Seneff, que tem sido duramente criticado pela comunidade científica, pois é baseado em correlações, sem comprovações científicas. A Dra Seneff é pesquisadora da área de computação do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), não sendo especialista em doenças humanas, e os estudos foram publicados em um artigo no periódico científico Entropy da área de física, o qual não tem membros qualificados nas áreas de biologia, metabolismo ou medicina em seu corpo editorial. Além disso, estudos que se apoiam em correlações devem ser analisados com muitos critérios. Se você comparar duas variáveis diferentes que mostram comportamentos semelhantes ao longo do tempo, você quase sempre poderá imaginar que há uma correlação entre elas, mas o que acontece é que os dados não podem ser simplesmente comparados de tal forma. Por exemplo, você sabia que no mesmo período analisado pela Dra Seneff, o uso de telefones celulares e internet também sofreu grande aumento? E você concordaria em aceitar que o aumento do uso de internet e de celulares seria também responsável pelo aumento do autismo? Se sim, isso implicaria em dizer que tudo que tenha aumentado durante o passar dos anos analisados pela Dra Seneff colaborou para aumentar o autismo. Nessa lógica, até os alimentos orgânicos poderiam ser culpados pelos casos de autismo, já que o consumo desses produtos aumentou nos últimos anos. Essa comparação que te explicamos foi citada no artigo publicado em (em inglês) http://bit.ly/1ArXYdM, como um dos argumentos que mostram que a pesquisa da Dra. Seneff é equivocada. O autismo é uma doença muito séria e consideramos que pesquisas sobre o tema devem ser feitas com a devida seriedade que essa doença merece, e não simplesmente dados de correlação como os apontados pela Dra Seneff. Encontramos uma reportagem da Revista Galileu que pode ser interessante você ler. Caso você ainda tenha ficado com qualquer dúvida sobre nossos produtos ou sobre quem somos, não deixe de nos procurar por aqui ou pesquisar por fontes mais confiáveis na internet. Estamos sempre à disposição!


< Voltar